Por André Luis
Quando ouvimos em falar no nome de Louis Leterrier, já pensamos em títulos como Carga Explosiva 1 e 2 (excelente) e Cão de Briga, a partir daí, Louis teve chance de trabalhar em megas produções, como O Incrível Hulk, que veio com elogios de fãs, daí veio Fúria de Titãs, o inicio de uma decadência.
Para um novo projeto, Louis resolveu fazer algo diferente, sem muita ação ou sem efeitos especiais notáveis o que deu origem a Truque de Mestre, que assim como Carga Explosiva, nos deparamos com uma história simples, mas que possui um detalhe importante... começo, meio e fim, e uma linha de prender a atenção.
A produção começa como o típico filme de golpe com várias pessoas (produções como de Michael Caine). Vamos sendo apresentados passo a passo aos personagens principais, mostrando seus truques e especialidades.

O quarteto é reunido por mais uma pessoa, misteriosa para realizar uma série de números de mágica de grande porte. No primeiro deles, roubam um banco em Paris e entregam o dinheiro para o público. A tendência é aumentar, o que causa desespero ao FBI, representado pelo agente Dylan Rhodes (Mark Ruffalo), que conta com a ajuda da linda Alma (Mélanie Laurent), jovem e inexperiente agente da Interpol. Com tudo isso, e ainda temos o milionário patrocinador (Michael Caine - Que fez um filme do mesmo estilo, com Nolan, Bale e Jackman) do grupo, que recebe o nome de Os Quatros Cavaleiros, e o ex-mágico especializado em desvendar segredos de outros ilusionistas Thaddeus Bradley (Morgan Freeman).

O grande mérito do longa é não se levar à sério. Não que seja mal feito ou mal acabado, mas se propõe a ser um entretenimento raso e faz isso com louvor. Resumindo, o filme é extraordinariamente ordinário. Possui atores carismáticos e papéis simples, e uma narrativa repleta de mistério (mas sem muita surpresa). Temos os golpistas, os perseguidores, as "vítimas" e o espectador, que como num bom filme do gênero, é levado a torcer pelos bandidos (Como sempre).
Now You See Me (título original cuja tradução literal é "Agora você me vê") foi escrito à seis mãos por Ed Solomon (Homens de Preto), Boaz Yakin (Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo) e Edward Ricourt (estreante). O texto investe em clichê atrás de clichê. Temos o complexado agente, a sexy francesa, o jovem do grupo, a garota, o atrapalhado mais velho e o garoto líder da turma. Brinca com a rivalidade entre Estados Unidos e França, fazer referência às práticas secretas e pouco convencionais de J. Edgar e usa até a simples provocação como forma de convencimento.

Passando por LA, Nova Orleans e Nova York, o grupo consegue carregar bem o filme, todo construído na dinâmica de gato e rato entre eles e os agentes. A química interna em cada grupo também funciona, por mais que em alguns momentos os mágicos passem tempo de mais fora da tela.
Mesmo não se levando muito à sério, o longa comete um erro em seu último ato ao se julgar esperto demais, investindo em uma reviravolta boba e até mesmo previsível a partir de determinada parte do filme. Ainda assim, é uma obra que consegue ser bem sucedida em seu objetivo, que é divertir. É fácil imaginar a produção passando recorrentemente na TV aberta em alguns anos, até por trazer uma linguagem simples e não investir em palavrões ou sexo. Tudo é limpo e bonito. Pode incomodar aos mais exigentes, mas não deixa de ser um bom passatempo.
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